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"Viatura não vinha em contramão". GNR explica circunstâncias da morte de ciclista na Volta a Portugal
A GNR avançou este sábado que a viatura que atropelou o ciclista Finlay Tarling, de 19 anos, durante uma etapa da Volta a Portugal não estava em contramão no momento do acidente.
Em entrevista ao Jornal da Tarde da RTP, o tenente-coronel Carlos Canatário adiantou ainda que o jovem “soltou-se da viatura de apoio” numa descida e a GNR “não conseguiu acompanhá-lo”.
“No momento do acidente o pelotão estava partido em três” e “havia três ciclistas que tinham ficado para trás, um deles o jovem de 19 anos que infelizmente faleceu”, começou por explicar o guarda ao jornalista Hélder Silva.
“O dispositivo móvel estava a adaptar-se. É necessário perceber esta dificuldade: ao longo de toda a prova, o dispositivo móvel tem de estar sistematicamente a adaptar-se porque a configuração do pelotão vai mudando”, elucidou.
O porta-voz da GNR adiantou também que, naquele momento, “tínhamos o último carro, que vem sempre junto ao carro-vassoura, e tínhamos as duas motas habituais”.
“Aquilo que aconteceu foi que três ciclistas começaram espaçadamente a descolar do pelotão” e “este dispositivo das duas motas e do carro estavam a desdobrar-se para, ao avançarem, encostarem-se a cada um dos ciclistas”.
“Em determinado momento, o jovem que acabou por falecer estava junto” da sua viatura da equipa em apoio, explicou. “No momento da descida – porque ele ia a subir e a partir de determinado momento começa a descida – é quando ele ganha velocidade”.
Finlay Tarling “soltou-se da viatura de apoio” e a GNR “não conseguiu acompanhá-lo”, afirmou Carlos Canatário. “Foi uma conjugação de diversos fatores que levaram a este desfecho”.Condutor estava “na sua mão” mas em sentido contrário à prova
A GNR detalhou ainda que o condutor que entrou na etapa esteve parado no acesso e deixou passar o pelotão. “Como esperou ali algum tempo e não vinha mais ninguém, perguntou se podia avançar”. A pergunta foi alegadamente dirigida a populares que estavam no local.
“É nesse momento que ele avança, ainda sem ter passado o carro-vassoura”, avançou o tenente-coronel.
“A viatura não vinha em contramão. Vinha na via da direita, na sua mão. Vinha era em sentido contrário ao sentido da prova. E o ciclista cortou - como é natural, como os ciclistas fazem – a curva pela via mais à esquerda, e foi isso que fez com que o ciclista e a viatura colidissem”.
A GNR afirmou que “o inquérito há de decorrer e há de recolher mais prova”, mas para já não se prevê que o condutor seja acusado criminalmente.
O homem, que ficou em estado de choque após o acidente, “não apresentava indícios de álcool ou de substâncias psicotrópicas no sangue”.“Humanamente impossível” ter um militar em cada acesso
O porta-voz da GNR garantiu que “é humanamente impossível” colocar um militar da Guarda em todos os acessos da prova, pelo que são priorizados os acessos em que é mais provável encontrar-se pessoas e viaturas.
“Não era o caso deste acesso, este era um acesso secundário”, pelo que apenas deveria possuir sinalética, explicou.
“Aquilo que estava planeado fazer foi feito, não houve desvios na operacionalização do planeamento”, assegurou, dizendo ainda que a GNR está agora a procurar saber “que tipo de sinalização estava naquele local e se alguma sinalização foi removida ou não”.
“No local em concreto sabemos que não estava nenhum militar porque não era um dos locais que tinha sido priorizado na avaliação que tinha sido feita”, referiu.
“No momento do acidente o pelotão estava partido em três” e “havia três ciclistas que tinham ficado para trás, um deles o jovem de 19 anos que infelizmente faleceu”, começou por explicar o guarda ao jornalista Hélder Silva.
“O dispositivo móvel estava a adaptar-se. É necessário perceber esta dificuldade: ao longo de toda a prova, o dispositivo móvel tem de estar sistematicamente a adaptar-se porque a configuração do pelotão vai mudando”, elucidou.
O porta-voz da GNR adiantou também que, naquele momento, “tínhamos o último carro, que vem sempre junto ao carro-vassoura, e tínhamos as duas motas habituais”.
“Aquilo que aconteceu foi que três ciclistas começaram espaçadamente a descolar do pelotão” e “este dispositivo das duas motas e do carro estavam a desdobrar-se para, ao avançarem, encostarem-se a cada um dos ciclistas”.
“Em determinado momento, o jovem que acabou por falecer estava junto” da sua viatura da equipa em apoio, explicou. “No momento da descida – porque ele ia a subir e a partir de determinado momento começa a descida – é quando ele ganha velocidade”.
Finlay Tarling “soltou-se da viatura de apoio” e a GNR “não conseguiu acompanhá-lo”, afirmou Carlos Canatário. “Foi uma conjugação de diversos fatores que levaram a este desfecho”.Condutor estava “na sua mão” mas em sentido contrário à prova
A GNR detalhou ainda que o condutor que entrou na etapa esteve parado no acesso e deixou passar o pelotão. “Como esperou ali algum tempo e não vinha mais ninguém, perguntou se podia avançar”. A pergunta foi alegadamente dirigida a populares que estavam no local.
“É nesse momento que ele avança, ainda sem ter passado o carro-vassoura”, avançou o tenente-coronel.
“A viatura não vinha em contramão. Vinha na via da direita, na sua mão. Vinha era em sentido contrário ao sentido da prova. E o ciclista cortou - como é natural, como os ciclistas fazem – a curva pela via mais à esquerda, e foi isso que fez com que o ciclista e a viatura colidissem”.
A GNR afirmou que “o inquérito há de decorrer e há de recolher mais prova”, mas para já não se prevê que o condutor seja acusado criminalmente.
O homem, que ficou em estado de choque após o acidente, “não apresentava indícios de álcool ou de substâncias psicotrópicas no sangue”.“Humanamente impossível” ter um militar em cada acesso
O porta-voz da GNR garantiu que “é humanamente impossível” colocar um militar da Guarda em todos os acessos da prova, pelo que são priorizados os acessos em que é mais provável encontrar-se pessoas e viaturas.
“Não era o caso deste acesso, este era um acesso secundário”, pelo que apenas deveria possuir sinalética, explicou.
“Aquilo que estava planeado fazer foi feito, não houve desvios na operacionalização do planeamento”, assegurou, dizendo ainda que a GNR está agora a procurar saber “que tipo de sinalização estava naquele local e se alguma sinalização foi removida ou não”.
“No local em concreto sabemos que não estava nenhum militar porque não era um dos locais que tinha sido priorizado na avaliação que tinha sido feita”, referiu.